NOITE DE AMOR EM SÃO CONRADO
Abriu os olhos. Lânguida, pegajosa. Era verão, o quarto fedia a suor, álcool e sexo. Tateou o cigarro na bolsa caída. Foi até a janela. Um punhado de gente esperava a van na Av. Niemeyer. O homem se mexeu na cama. Olhou com tédio o corpo nu. Qual seria seu nome?
UM DIA PERFEITO
A luz de outono dançava pálida em seus cabelos. Ríamos de uma bobagem qualquer. Alegres. Duas meninas. Embriagadas de “tinto de verano” e juventude. Toalha xadrez, grama verdinha, cachorros e frisbee. De mãos dadas, quando nos despedimos no metrô, sabíamos que jamais nos veríamos novamente.